Diabetes significa que a glicose (açúcar) no sangue está muito alta. A maior parte dos alimentos que comemos se transforma em glicose, para ser usada como fonte de energia. Um hormônio chamado insulina, produzido pelo pâncreas, ajuda a glicose a penetrar nas células do corpo. Se o corpo não produz insulina em quantidade suficiente, ou se a insulina não age de forma adequada, a glicose não pode penetrar nas células e permanece no sangue, elevando os níveis de glicose na corrente sanguínea.

O DIABETES TIPO 1

em geral se desenvolve em crianças, adolescentes ou adultos jovens. Nesse tipo de diabetes, as células do pâncreas param de produzir insulina porque o corpo ataca ou destrói essas células. O diabetes tipo 1 não tem cura.

O DIABETES TIPO 2

é a forma mais comum da doença e pode se desenvolver em qualquer idade, mas ocorre principalmente a partir dos 40 anos. Nesse tipo de diabetes, o corpo não produz insulina em quantidade suficiente e a insulina produzida pelo organismo não age de forma adequada. Assim, o fígado pode produzir glicose mesmo quando não há necessidade. O diabetes tipo 2 não tem cura.

O DIABETES GESTACIONAL

pode ocorrer nos estágios finais da gravidez e, em geral, desaparece depois do nascimento da criança. As mulheres que tiveram esse tipo de diabetes têm mais probabilidade de ter diabetes tipo 2 posteriormente, em idade mais avançada.

A resistência à insulina, que comumente precede o diabetes tipo 2, é uma condição na qual gordura, músculos e células hepáticas não usam a insulina adequadamente. Inicialmente, o pâncreas se adapta produzindo mais insulina. À medida que as células do pâncreas começam a trabalhar com menos eficácia, o pâncreas gradualmente perde a capacidade de se adaptar e não produz insulina em quantidade suficiente.

Estar acima do peso e ser sedentário aumentam as chances de desenvolvimento de diabetes tipo 2.

A genética pode, também, contribuir no desenvolvimento do diabetes.

AS MEDIDAS QUE PODEM SER TOMADAS INCLUEM:

  • Fazer escolhas alimentares saudáveis
  • Ser fisicamente ativo
  • Perder peso
  • Tomar medicamentos para diabetes, quando indicado pelo médico
  • Controlar a hipertensão arterial (pressão alta)
  • Melhorar os níveis de colesterol

Algumas vezes essas mudanças não são suficientes. 
Nesse caso, é importante conversar com o seu médico para rever as opções de tratamento. 
O médico pode recomendar consultas de acompanhamento para ajudá-lo a monitorar seus níveis glicêmicos.

O QUE ACONTECE NO DIABETES TIPO 2

Quando se tem diabetes tipo 2, o corpo tem dificuldade para usar o açúcar dos alimentos para obter energia.

Os diagramas ao lado demonstram como o alimento é metabolizado em uma pessoa sem diabetes e em uma pessoa com diabetes tipo 2.

VOCÊ PODE ASSUMIR O CONTROLE

A meta principal do tratamento do diabetes é reduzir os níveis de glicose no sangue. Alimentação saudável, atividade física e determinados medicamentos podem ajudar a melhorar sua saúde. Converse com o seu médico para determinar o que é melhor no seu caso.

O que você pode fazer?

Aprender a viver com diabetes pode, no início, parecer difícil. Você pode não saber quando a glicemia (chamada também de açúcar no sangue) está alta porque você não se sente diferente. Por isso, é tão importante manter os níveis de glicose no sangue dentro da sua meta. Isso pode ajudar a prevenir problemas de saúde a longo prazo.

Embora determinados fatores de risco para o diabetes não possam ser controlados como, por exemplo, o histórico familiar de diabetes, o processo de envelhecimento ou pertencer a um grupo étnico de alto risco, existem três etapas importantes que podem ajudar a controlar os níveis de glicose:

01

Alimentar-se de forma correta e aumentar a atividade física

Faça agora o

do Livro de Receitas

02

Acompanhar os níveis da glicemia, conforme orientado pelo seu médico

03

Seguir todas as recomendações do seu médico quanto ao seu tratamento

Colabore com a equipe de profissionais de saúde para definir metas pessoais para os seus níveis de glicose no sangue, peso e atividade física. Trabalhando juntos, vocês terão melhores condições para dar os passos necessários para ajudar a controlar o seu diabetes.

Se estiver comendo corretamente e praticando exercícios, ótimo! Mesmo assim, será necessário acompanhar os níveis de glicose no sangue, conforme orientado pelo seu médico. Como regra geral, você não deverá mudar o seu tratamento sem primeiro conversar com seu médico.

O diabetes afeta o corpo inteiro. Quando a glicemia (açúcar no sangue) permanece muito alta por um longo período, aumenta o risco de danos para todo o organismo. Essas complicações incluem:

  • Doença cardíaca e derrame
  • Danos aos rins
  • Danos aos olhos
  • Danos aos nervos
  • Problemas nos pés
  • Problemas dentais
  • Disfunção sexual

A boa notícia é que você pode ajudar a evitar esses problemas controlando o seu diabetes. Isso significa tomar as medidas necessárias para manter os níveis de glicose no sangue mais baixos.

Além disso, check ups regulares podem ajudar a prevenir problemas ou a identificá-los mais cedo, quando podem ser tratados e controlados. Por isso, consulte o seu médico regularmente. Assumindo um papel ativo no controle do seu diabetes junto com a equipe de profissionais de saúde, você estará tomando as medidas necessárias para reduzir o risco de problemas relacionados com o diabetes.

Uma das melhores maneiras de determinar o risco de desenvolver problemas de saúde associados ao peso é calcular o seu índice de massa corporal (IMC). Use a Calculadora do IMC para descobrir o seu!

Viver com diabetes pode ser um desafio diário — e, algumas vezes, pode ser emocionalmente difícil. Compreenda que muitas outras pessoas com diabetes tipo 2 se sentem do mesmo modo.

Lembre-se que você não precisa lidar com o diabetes sozinho. Com o apoio de familiares e amigos, da equipe de profissionais de saúde e da comunidade você pode controlá-lo.

A equipe de profissionais de saúde

Existem evidências claras que formar uma equipe de profissionais é a melhor forma de ajudar a controlar o diabetes tipo 2. Aqui estão alguns dos profissionais que podem ajudá-lo:

  • Clínico geral
  • Endocrinologista
  • Oftalmologista
  • Podólogo (especialista no tratamento do pé)
  • Dentista
  • Especialista em diabetes
  • Nutricionista
  • Farmacêutico

Outros profissionais que podem ser recomendados pelo clínico geral são o nefrologista (especialista em rins), o cardiologista, o dermatologista, o psicólogo/terapeuta e o preparador físico.

Outros recursos educacionais e de apoio

O médico conduzirá alguns exames de sangue para ajudar a monitorar o diabetes.

  • Glicose plasmática em jejum (também conhecida como glicemia de jejum) é o nível de glicose no sangue depois de pelo menos 8 horas sem comer. A medição é realizada em geral logo no início da manhã.
  • Glicose plasmática pós-prandial (também conhecida como glicemia pós-prandial) é o nível da glicose no sangue duas horas depois da refeição.
  • A hemoglobina A1c (HbA1C) é a medida de controle dos níveis médios de glicose no sangue nos últimos 2 a 3 meses.

Para ajudar a reduzir o risco de complicações do diabetes, o seu médico controlará também a pressão arterial, o colesterol e o peso corporal.

Aproveite o máximo de cada consulta médica

Vá preparado, levando os registros diários da sua glicemia, e revise as anotações com o seu médico. Antes da consulta, coloque no papel as suas dúvidas — perguntas específicas sobre a doença, o que poderia fazer para melhor controlá-la e os desafios que vêm pela frente.

Durante as consultas, converse com a equipe de profissionais de saúde sobre suas metas e como o diabetes afeta sua vida:

  • Exames de HbA1C e monitoramento da glicemia
  • Pressão arterial
  • Colesterol
  • Complicações (por exemplo, insuficiência renal, doença cardíaca)
  • Nutrição
  • Atividade física
  • Família, amigos e sentimentos

Além disso:

  • Analise se a sua glicemia fica acima ou abaixo da meta
  • Informe se tomou a medicação adequadamente e se ela está agindo como deveria
  • Peça sugestões de alimentação saudável
  • Discuta alternativas para ser mais ativo
  • Converse sobre os seus sentimentos e desafios
  • Pergunte sobre imunizações (por exemplo, vacina contra gripe)
  • Pergunte sobre como você pode aprender mais sobre o diabetes

Verifique com o seu médico se o seu diabetes está sob controle. Essa avaliação de conhecimento sobre o diabetes pode ajudar a identificar as áreas em que está se saindo bem, assim como aquelas nas quais pode precisar de mais ajuda para controlar a doença. Essa avaliação serve também para iniciar uma conversa sobre suas necessidades individuais.

Fazendo mudanças saudáveis com sucesso

Alguns dos hábitos de vida que adquirimos têm efeitos danosos em nossa saúde – e no diabetes tipo 2. Para a maioria das pessoas, mudar hábitos antigos é algo difícil de ser feito.

Quando se tem diabetes tipo 2, é importante desenvolver hábitos alimentares adequados e praticar atividades físicas que possam ajudá-lo a manter os níveis de glicose no sangue dentro dos valores recomendados. As pessoas passam por cinco etapas na modificação dos hábitos de vida:

1. Falta de consciência — você jamais pensou em mudar seus hábitos

2. Compreensão — você percebeu que pode haver benefícios em mudar os hábitos

3. Prontidão — você está pronto para a ação

4. Ação — você está tomando medidas para mudar comportamentos

5. Manutenção — você está esforçando-se para manter as conquistas

Quando se trata de adotar hábitos saudáveis para ajudar a equilibrar o diabetes tipo 2, em qual dessas etapas você se encontra?

Desenvolva um plano de ação para hábitos saudáveis

  • Defina metas específicas e alcançáveis para o seu peso e atividade física. Converse com o seu médico para se assegurar que as metas sejam realistas.
  • Subdivida uma grande meta em etapas menores – por exemplo, comece com caminhadas de 5 a 10 minutos 3 vezes por semana, depois caminhe mais tempo e com maior frequência.
  • Faça mudanças no seu estilo de vida que possa adotar permanentemente.
  • Reconheça situações que desencadeiam comportamentos prejudiciais e planeje como lidar com essas situações no futuro.
  • Recompense-se pelo cumprimento de etapas especiais e caminhe em direção a hábitos saudáveis.
  • Não faça isso sozinho – permita que amigos e familiares conheçam o seu plano de cuidar melhor do seu diabetes tipo 2. Converse com eles quando precisar de apoio.
  • Conte com obstáculos e contratempos – aprenda em seguida a lidar com eles e seguir em frente.
  • Não se culpe em caso de falhas – conviver com diabetes tipo 2 é um desafio. Dê crédito a si mesmo por se esforçar para atingir um estilo de vida saudável.

Lidar com as exigências físicas, mentais e emocionais do diabetes tipo 2 pode ser devastador. Emoções extremas, situações estressantes e depressão podem afetar os cuidados pessoais.

O estresse afeta os níveis de glicose no sangue

Algumas fontes de estresse são condições físicas, como cirurgia ou doença. Outros tipos de estresse têm origem na esfera mental, como problemas familiares ou preocupações financeiras. Toda situação estressante pode provocar mudanças nos níveis hormonais e de glicose no sangue.

Para as pessoas com diabetes tipo 2, o estresse mental pode provocar elevação nos níveis de glicose no sangue. O estresse físico também pode elevar a glicemia. É importante que as pessoas com diabetes tipo 2 aprendam a reduzir o estresse para ajudar a manter os níveis adequados de glicose no sangue.

O que você pode fazer

Felizmente, você pode tomar algumas medidas para lidar com situações estressantes. Pode aprender técnicas que ajudam a relaxar e mudar o modo de enfrentar essas situações.

Por exemplo, algumas pessoas adotam uma postura de solução de problemas, trabalhando para confrontar e resolver uma determinada situação. Outras aceitam que algumas situações não são tão ruins como parecem à primeira vista. As duas formas de lidar com o estresse podem resultar em níveis mais adequados de glicemia. Outras ações que ajudam a relaxar incluem:

  • Exercícios respiratórios
  • Terapia de relaxamento
  • Atividade física
  • Mudanças na rotina para evitar situações estressantes
  • Participar de um grupo de apoio para pessoas com diabetes tipo 2.

Depressão e diabetes tipo 2

Embora todos se sintam tristes ou deprimidos de tempos em tempos, as pessoas que têm diabetes tipo 2 apresentam risco maior de depressão do que as pessoas que não têm diabetes. Os sintomas de depressão podem incluir:

  • Falta de vontade
  • Mudanças no apetite
  • Dificuldade para se concentrar
  • Sentimentos de culpa ou nervosismo
  • Energia reduzida/sensação de cansaço
  • Mudanças nos padrões de sono
  • Tristeza matutina

O que você pode fazer

O seu médico desempenha um papel importante no tratamento de sintomas depressivos. Inicialmente, ele pode recomendar que você consulte um especialista em saúde mental – psiquiatra, psicólogo, assistente social ou profissional que tenha conhecimento das complicações do diabetes.

O aconselhamento a curto ou longo prazo com um profissional especializado poderá ajudá-lo a lidar com problemas que provoquem depressão. Juntos, você e o terapeuta poderão buscar formas de melhorar a sua saúde mental.

Com apenas um pouco de planejamento, as pessoas com diabetes podem ir a qualquer lugar e fazer de tudo. Converse com o seu médico sobre como controlar o diabetes em situações específicas.

Diabetes no trabalho

Algumas limitações causadas pelo diabetes podem atrapalhar o seu equilíbrio no trabalho. Estas sugestões podem ajudar:

1. Tome café da manhã. Pular o café da manhã pode ter efeito negativo no seu desempenho profissional e na sua capacidade de perder peso.

2. Faça as refeições aproximadamente no mesmo horário todos os dias. Procure não pular as refeições principais ou os lanches.

3. Fale sobre o seu diabetes. Se os seus colegas de trabalho souberem da sua condição, estarão mais preparados para oferecer ajuda caso você necessite.

4. Mantenha-se bem hidratado durante todo o dia e assegure-se de dormir o suficiente durante a noite. Os dois fatores podem ter impacto sobre os níveis de glicose no sangue.

Viagens inteligentes

Planejando uma escapada? Viajando a trabalho? Tenha em mente estas sugestões quando planejar a próxima viagem:

1. Pergunte ao seu médico se deveria programar um check up com a equipe de profissionais de saúde antes de viajar, para garantir que o diabetes está sob controle. Analise o itinerário e discuta questões sobre medicamentos e nutrição que possa enfrentar (por exemplo, fusos horários, comer fora).

2. Faça as imunizações necessárias pelo menos um mês antes da viagem.

3. Avise a agência de viagem ou a companhia aérea que você tem diabetes. Eles poderão providenciar refeições especiais.

4. Guarde os seus medicamentos numa bolsa de mão. Uma regra prática é armazenar o dobro da quantidade de medicamentos e kits de exame que você imagina que precisará usar. Além disso, inclua outros medicamentos que possa precisar, como analgésicos, antigripais e medicação para enjoo.

5. Use uma pulseira ou colar de identificação para informar sobre o seu diabetes ou mantenha um cartão de identificação em sua carteira.

6. Pode ser necessário que você faça os exames de glicemia com uma frequência maior do que a normal, porque seus hábitos alimentares e de atividade provavelmente serão diferentes do habitual.

7. Use sapatos fechados confortáveis, troque-os com frequência e nunca ande descalço. Observe os seus pés diariamente para avaliar a presença de calosidades, joanetes, ulcerações e alterações na cor e no aspecto da pele.

Esteja preparado para uma eventualidade

Adoecer pode tornar ainda mais difícil manter a glicemia sob controle. Estas sugestões podem ajudá-lo a manter-se em equilíbrio:

1. Faça um plano de ação para quando ficar doente que inclua a frequência da medição da glicemia, quais medicamentos tomar e quais hábitos alimentares adotar. Você pode também incluir os números de telefone da equipe de saúde e instruções sobre como entrar em contato com eles depois do expediente, finais de semana e feriados.

2. Questione a equipe de profissionais de saúde sobre quando você deve entrar em contato com eles, por exemplo, se

  • Ficar doente ou tiver febre que não melhora
  • Vomitar ou tiver diarreia
  • Não tiver certeza de como se cuidar

3. Mantenha, também, controle de todos os medicamentos que estiver tomando. Essas informações devem estar à mão se tiver que consultar um médico ou ir ao hospital.

4. Pergunte ao seu médico se deve continuar a tomar medicamentos para o diabetes. Mesmo que esteja vomitando, não pare de tomar os medicamentos.

5. Faça de sua rotina de alimentação um hábito e, além disso, beba grandes quantidades de líquidos não calóricos, como água e bebidas dietéticas, para evitar a desidratação. Se não conseguir seguir sua rotina alimentar, tente ingerir a quantidade normal de calorias, comendo alimentos de fácil digestão, como gelatina comum, biscoitos, sopas e maçã. Se mesmo assim for difícil comer, você poderá tentar beber líquidos que contenham carboidratos (por exemplo, suco de frutas, bebidas comuns [não dietéticas]). Tenha como objetivo ingerir 50 gramas de carboidratos a cada 3 ou 4 horas.

6. Verifique a embalagem dos medicamentos vendidos sem receita médica antes de comprá-los, para verificar se contêm açúcar. Peça ao farmacêutico ou à equipe de saúde opções que não contenham açúcar. Determinados medicamentos podem afetar os níveis de glicose no sangue, mesmo que não contenham açúcar (por exemplo, aspirina ou descongestionantes). Por isso, verifique com o seu médico quais são as melhores opções para você.

Manter os níveis de glicose (açúcar) no sangue próximos do normal ajuda você a se sentir melhor e reduz o risco de complicações a longo prazo. O monitoramento cuidadoso é a única forma de assegurar que os níveis de glicose no sangue permaneçam dentro dos valores adequados.

Pesquisas mostram que manter a glicemia (açúcar no sangue) em nível próximo ao normal reduz o risco de ter problemas nos olhos, nos rins e nos nervos. Para controlar o diabetes, é preciso saber as suas metas e os valores da sua glicemia.

1. Faça o exame de HbA1C

HbA1C é um exame de sangue padrão que mostra a quantidade média de glicose no sangue nos 2 a 3 meses anteriores à coleta da amostra.

Converse com o profissional de saúde sobre qual deve ser o seu nível de HbA1C. Mesmo que ele esteja mais alto do que o recomendado, lembre-se que cada passo na direção dos valores adequados de HbA1C ajudará a reduzir o risco de problemas associados com o diabetes.

De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes, para a maioria dos pacientes com diabetes o nível recomendado de HbA1C é inferior a 7,0%. O médico determinará o valor de HbA1c mais apropriado para você.

2. Controlando o nível de glicose no sangue

O automonitoramento da glicemia com um glicosímetro pode ser recomendado pelo seu médico para ajudá-lo a ver como os alimentos, a atividade física e os medicamentos afetam os níveis de glicose no sangue. Essas leituras podem ajudá-lo a controlar o diabetes no dia a dia ou mesmo a cada hora.

  • Use um glicosímetro para verificar sua glicose. O glicosímetro é uma máquina pequena e portátil usada pelas pessoas com diabetes para controlar os níveis de glicose no sangue. Depois de picar a pele com uma lanceta, coloca-se uma tira de teste com uma gota de sangue na máquina. A maioria dos medidores (ou monitores) logo exibe o nível de glicose no sangue na tela digital.
  • Assegure-se de saber como fazer o exame da forma correta.
  • Pergunte ao seu médico quando e com que frequência você deve medir a sua glicose.
  • Os autoexames comumente são feitos antes das refeições, depois das refeições e/ou na hora de dormir. As pessoas que tomam insulina comumente precisam fazer a medição com mais frequência do que as que não tomam insulina.
  • Pergunte ao seu médico quando e com que frequência você deve medir a sua glicemia.
  • Mantenha um registro desses valores de modo que você e o médico possam avaliar o seu progresso.
  • De acordo com a Federação Internacional de Diabetes, para a maioria das pessoas com diabetes, o nível desejável de glicemia é inferior a 110 mg/dl em jejum e inferior a 145 mg/dl depois das refeições. Você e seu médico decidirão quais serão os seus valores.

Tenha a visão do todo

Quando a glicemia é verificada diariamente, você tem uma fotografia do nível naquele momento. Os exames de HbA1c mostram a média da glicemia durante os últimos 2 a 3 meses. Por isso, é importante fazer os dois exames conforme a recomendação do médico.

a Média estimada de glicose (mg/dl) = 28,7 X HbA1C-46,7. Média estimada de glicose (mmol/l) = 1,59 X HbA1C-2,59.

Para converter a HbA1c para a média da glicose plasmática em mg/dl = (HbA1c x 35,6) – 77,3 (6,5 x 35,6) – 77,3 = 154,1

Para converter a HbA1c para a média da glicose plasmática em mmol/l = (HbA1c x 1,98) – 4,29 (6,5 x 1,98) – 4,29 = 8,6

Compreendendo os valores de referência da glicemia

Em jejum

O nível normal da glicemia (açúcar) é inferior a 100 mg/dl. Pacientes com diabetes tipo 2 não tratado apresentam nível de glicose no sangue em jejum superior a 125 mg/dl.

Pós-prandial

O nível normal da glicemia depois de uma refeição é inferior a 140 mg/dl. Pacientes com diabetes tipo 2 apresentam nível de glicose no sangue superior a 200 mg/dl duas horas depois de uma refeição.

Converse com a equipe de saúde sobre os valores mais adequados a você.

Glicemia elevada

Quando a glicemia está elevada (hiperglicemia), você pode apresentar os seguintes sintomas: boca seca, sede, vontade frequente de urinar, cansaço e visão turva. Se você apresentar qualquer um desses sintomas, meça a sua glicemia imediatamente.

As razões de ter glicemia elevada incluem comer exageradamente, ser menos ativo que o comum, estar doente ou sob estresse ou necessitar de ajustes no tratamento do diabetes.

Glicemia baixa

A glicemia baixa (hipoglicemia) pode acontecer se você estiver tomando algum medicamento para manter os níveis de glicose no sangue próximos ao normal. Entretanto, esse não é um motivo para deixar de controlar o diabetes – apenas deve-se acompanhar de perto os níveis baixos da glicemia.

A baixa da glicose no sangue é causada, geralmente, por refeições feitas mais cedo ou mais tarde do que o normal, comportamento mais ativo do que o habitual ou uso de medicamento contra o diabetes que não esteja de acordo com as suas necessidades.

Aprenda a reconhecer os sintomas da baixa da glicose no sangue, que podem incluir nervosismo, tremedeira, suor frio ou cansaço. Os sintomas podem ser mais leves no início e piorar rapidamente se não forem tratados. Se você apresentar sinais de hipoglicemia, faça exame de sangue imediatamente. Se o nível de glicose no sangue for inferior a 60 mg/dl, coma ou beba algum carboidrato imediatamente, como meio copo de suco (120 ml), 3 bolachas de água e sal ou 5 a 6 balas. Você pode precisar repetir o tratamento em 15 a 20 minutos se a glicemia não subir. Não é seguro esperar para tratar a hipoglicemia.

Ajude a prevenir as oscilações da sua glicemia:

Converse com a equipe de profissionais de saúde se, com frequência, apresentar oscilações para mais ou para menos nos níveis de glicemia. Pode ser necessário discutir mudanças na dieta, na atividade ou no medicamento contra diabetes.

  • Procure manter sua rotina alimentar, de atividades e de uso de medicamentos o máximo possível.
  • Verifique os níveis de glicose no sangue conforme orientado e compartilhe os registros com a equipe de profissionais de saúde.
  • Defina metas com a equipe de profissionais de saúde para peso, atividade, níveis de glicose no sangue e de HbA1c.
  • Use alguma coisa que permita aos demais saber, em caso de emergência, que você tem diabetes, como um cartão de identificação, uma pulseira ou colar.
  • Sempre leve consigo carboidratos (como balas) de modo a poder tratar a hipoglicemia a qualquer momento.

Algumas das metas de alimentação saudável visam ajudar a controlar a glicemia (açúcar no sangue) e a melhorar os níveis de colesterol, a pressão arterial e o peso. A prevenção da doença cardíaca e do derrame são também objetivos importantes dentro de um plano alimentar saudável.

Um plano de alimentação saudável inclui fazer as refeições diariamente no mesmo horário e ingerir uma variedade de alimentos. Verificando a glicemia duas horas depois de uma refeição, você saberá como os diferentes alimentos o afetam. Ao longo do tempo, você terá condições de prever como os alimentos e as combinações de alimentos afetarão os seus níveis de glicose no sangue.

Alimentação saudável e nutrição adequada são parte importante do plano para equilibrar o diabetes tipo 2. Mas, com toda a variedade de opções disponíveis, como escolher alimentos que atendam às necessidades nutricionais, ajudem a controlar a glicemia e sejam também saborosos? A lista abaixo, preparada pela Associação Americana de Diabetes, oferece algumas orientações para uma alimentação saudável:

  • Frutas e hortaliças – A maioria das frutas, como maçãs, laranjas, bananas e uvas, é adequada para comer. Informe a equipe de profissionais de saúde se você tem alguma alergia a fruta para que o plano alimentar possa ser ajustado. Assegure-se de comer vegetais pobres em amido, como alface, espinafre, tomate e brócolis.
  • Grãos integrais – Esses são os grãos que não foram refinados e, portanto, são mais saudáveis para você. Se comer arroz, prefira o integral. Se for comer espaguete no jantar, escolha o de trigo integral.
  • Carnes magras – Existem cortes de carne com menos gordura. Quando for comer carne de vaca ou de porco, escolha cortes do “lombo”, como filé mignon ou lombo de porco. É uma ótima ideia também remover a pele do frango e do peru.
  • Peixe 2 a 3 vezes por semana – Peixe e frutos do mar são muito nutritivos e mais saudáveis para você do que a carne vermelha. Não coma frutos do mar, entretanto, se for alérgico a eles.
  • Laticínios sem gordura – Opte por leite e iogurte desnatados e queijo sem gordura.
  • Apenas pequenas quantidades de gordura saturada e colesterol – Para cozinhar, use óleos líquidos em vez de gorduras sólidas, como a manteiga. Se estiver tentando perder peso, limite a quantidade de gordura na alimentação.
  • Muita água – A água é a forma mais saudável de matar a sede. Se quiser variar, opte por bebidas sem calorias. Mantenha-se distante de refrigerantes comuns, ponche de frutas e qualquer outra bebida que contenha grande quantidade de açúcar.

Plano alimentar para diabetes

O plano alimentar para diabetes é um guia que pode ajudá-lo a decidir que alimentos escolher nas refeições principais e nos lanches. O plano alimentar mais adequado a você é aquele que pode ajudá-lo a equilibrar a glicemia, a pressão arterial, o colesterol e o peso.

Felizmente, você não precisa elaborar sozinho o seu plano alimentar para diabetes. O médico, o nutricionista, o especialista em diabetes e outros membros da equipe de profissionais de saúde podem lhe orientar como montar e seguir um plano alimentar.

A ideia de fazer uma dieta pode ser opressora. Entretanto, fazer dieta não significa apenas ingerir menor quantidade dos alimentos que você gosta ou perder peso – significa também fazer algumas pequenas modificações no seu estilo de vida possíveis de serem apreciadas e mantidas. Você poderá se surpreender ao descobrir que pode desfrutar de muitos dos alimentos que consome habitualmente.


Pirâmide alimentar para pessoas com diabetes

A Associação Americana de Diabetes apresenta as seguintes recomendações para cada grupo de alimentos:

  • Pães, grãos e outros amidos – Os alimentos deste grupo contêm principalmente carboidratos. Escolha 6 a 11 porções/dia conforme a orientação do médico ou do nutricionista.
  • Hortaliças – Verduras e legumes são pobres em gordura e ricos em vitaminas, minerais e fibras. Escolha 3 a 5 porções/dia.
  • Frutas – As frutas contêm carboidratos e são ricas em vitaminas, minerais e fibras. Escolha 2 a 4 porções/dia.
  • Leite/laticínios – Leite/laticínios contêm muita proteína, cálcio e vitaminas. Selecione laticínios com baixo teor ou sem gordura. Escolha 2 a 3 porções/dia.
  • Carne, substitutos da carne e outras proteínas – Os alimentos que fornecem proteína incluem carne, frango, peixe, queijos, leite, laticínios, ovos e feijões. As proteínas são ricas em vitaminas e minerais. Escolha 120 a 170 gramas/dia, divididas entre as refeições.
  • Gorduras, óleos e açúcares – Tente manter as porções pequenas.

Discuta suas necessidades dietéticas com a equipe de profissionais de saúde. Comer uma variedade de alimentos dos grupos básicos de alimentos pode ajudar a controlar o seu diabetes.
Além disso, lembre-se que você não precisa aceitar o ganho de peso (efeito colateral de alguns medicamentos para diabetes) como parte do processo de controle do diabetes. Discuta com a equipe de profissionais de saúde todos os aspectos que podem afetar seu peso, incluindo medicamentos, alimentos ingeridos e nível de atividade. Aprenda mais sobre perda saudável de peso.

Ao escolher os alimentos é importante fazer uma seleção inteligente – ficar atento para a quantidade de carboidratos ingeridos diariamente, bem como o tipo de carboidrato consumido. Alimentos com carboidratos contêm açúcar, fibras e amido. Eles são transformados em glicose mais rapidamente que os outros alimentos e, portanto, aumentam os níveis de glicose no sangue.

O índice glicêmico pode informar-lhe como os diferentes alimentos contendo carboidrato afetam o nível de açúcar no sangue. Ele divide os carboidratos em dois grupos: alimentos com alto índice glicêmico e com baixo índice glicêmico.

Pode ser difícil fazer escolhas saudáveis enquanto se caminha pelos supermercados e lojas de conveniência. Use estas sugestões para tornar mais fáceis as compras de alimentos melhores e mais saudáveis para o equilíbrio do diabetes.

  • Faça uma lista de compras para evitar as compras por impulso. Uma lista bem feita o ajudará a se manter fiel ao plano de alimentação saudável e a não se esquecer dos itens que necessita. Compre coisas fora da lista apenas se os preços realmente compensarem.
  • Faça compras quando não estiver com fome. Quanto maior a fome, mais comida comprará. Vá às compras sozinho se houver pressão dos familiares para comprar coisas desnecessárias.
  • Vá às lojas que conhece. Conheça a disposição do supermercado. Fique fora dos corredores que têm alimentos que não fazem parte do seu plano. Quanto mais tempo permanecer na loja, mais você comprará.
  • Leia os rótulos dos alimentos. Ler os rótulos antes de se dirigir ao supermercado pode ajudá-lo a fazer escolhas alimentares inteligentes. A maioria dos alimentos embalados nos supermercados e nas lojas de conveniência contém informações nutricionais.
  • Limite o uso de refeições prontas. Refeições congeladas ou próprias para micro-ondas podem ser úteis quando não se tem tempo para cozinhar. Assegure-se de ler atentamente as informações nutricionais e torne essas refeições mais saudáveis adicionando vegetais às preparações.
  • Monte os menus utilizando alimentos que você já tem. Se as suas receitas não forem muito nutritivas, mude-as para reduzir gordura. Tente uma nova receita por semana. Procure receitas simples com menos ingredientes.
  • Imagine a aparência das refeições. Escolha alimentos que sejam diferentes em cor, textura, sabor, forma, tamanho e temperatura. Uma refeição monocromática ou com a mesma textura é menos apetitosa.
  • Procure ofertas especiais. Para economizar, compre alimentos da estação.
  • Planeje as refeições para toda a família. Seu plano alimentar pode ser seguido por toda a família. É bem equilibrado e nutritivo. Não é necessário fazer “refeições para diabetes” exclusivamente para você.
  • Compre nas feiras livres. As feiras livres oferecem produtos agrícolas frescos e normalmente produzidos localmente. Além disso, como estão repletas de frutas, verduras e legumes muito saborosos, é menos provável que você caia na tentação de comprar produtos não saudáveis.

Entendendo os rótulos dos produtos

A rotulagem nutricional pode parecer um pouco complicada no começo. Mas ela traz informações essenciais que podem ajudá-lo a selecionar os alimentos de forma mais adequada, e, com isso, controlar melhor a glicemia e manter um peso saudável. Use o guia abaixo para compreender melhor como ler um rótulo de produto alimentício.

• Tamanho das porções

Verifique se a sua porção tem o mesmo tamanho daquela indicada na tabela nutricional. Se você comer o dobro da porção listada, precisará duplicar os valores calóricos e dos nutrientes. Se comer metade da porção, esses valores deverão ser divididos por dois.

• Calorias

Verifique aqui o quanto que uma porção do alimento contribui para o total de calorias. O tamanho da pessoa e seu nível de atividade contribuem para determinar o total de calorias que lhe são necessárias por dia.

• Total de carboidratos

Os carboidratos são encontrados em alimentos como pão, batatas, frutas, verduras e legumes. Eles representam um elemento importante na dieta, fornecendo nutrientes e energia.

• Gordura total

Limite as calorias provenientes das gorduras. Escolha alimentos que contenham menos de 30% do total de calorias derivadas das gorduras. Alimentos com mais de 30% de gordura são considerados de alto teor de gordura.

• Gordura saturada

A gordura saturada é uma gordura “ruim”. Ela tem papel importante na elevação do colesterol no sangue e no risco de doença cardíaca. Evite-a.

• Colesterol

Desafie-se a manter o seu consumo de colesterol inferior a 300 mg diários. Muito colesterol pode contribuir para doença cardíaca.

• Sódio

Sódio em excesso pode elevar a pressão arterial de muitas pessoas. Mantenha a ingestão de sódio entre 1.500 e 2.300 mg por dia.

• Fibras dietéticas

É importante incluir fibras na dieta. As fibras dietéticas podem ser solúveis ou insolúveis (não absorvidas). Frutas, verduras, grãos integrais, feijões e legumes são boas fontes de fibras.

• Proteína

A maioria dos adultos ingere mais proteínas do que o necessário. A proteína de origem animal contém gordura e colesterol, portanto coma pequenas porções de carne magra, peixe e frango. Consuma leite, iogurte e queijos com baixo teor de gordura. Você também pode obter proteína de feijões, grãos e cereais.

• Vitaminas e minerais

Tenha como objetivo consumir 100% da quantidade diária recomendada para vitaminas e minerais. Deixe que uma combinação de alimentos contribua para o alcance da meta.

• Valores diários

Indicam quanto de um nutriente específico uma porção de alimento contém, com base em uma dieta de 2.000 calorias. Um produto é considerado uma boa fonte de um determinado nutriente se uma porção atender de 10% a 19% do valor diário. É considerado alto se contiver 20% ou mais do valor diário. Se o percentual for igual ou inferior a 5% do valor diário, o alimento é baixo nesse nutriente.

Outros nutrientes podem estar listados em alguns rótulos de alimentos.

g = gramas

mg = miligramas

1.000 mg = 1 g

Termos que podem ser encontrados nas embalagens:

Reduzido

Significa que o produto foi alterado nutricionalmente de forma a conter 25% a menos de um nutriente específico, como gordura, calorias, açúcar ou sódio.

Livre

Significa que o produto contém quase nada ou nada do nutriente específico. Por exemplo, alimentos que não contenham açúcar têm menos de 0,5 g de açúcar por porção; entretanto, não conter açúcar não significa que não contenha carboidratos. Compare o conteúdo total de carboidratos de um alimento sem açúcar com o do produto padrão. Se houver uma grande diferença no conteúdo de carboidratos, compre aquele que não contenha açúcar.

Monte o seu prato – controle as porções

Frequentemente, quando as pessoas são diagnosticadas com diabetes, elas ficam sem saber por onde começar. Um bom ponto de partida é mexer na quantidade de alimento ingerido. Prefira montar o seu prato com verduras e legumes pobres em amido e pequenas porções de amidos e carnes. Montar o seu próprio prato é uma boa forma de controlar os níveis de glicose no sangue.

Não há necessidade de algo especial e nem de ficar fazendo contas. Apenas desenhe uma linha imaginária no prato, selecione os alimentos e aprecie sua refeição! Isso é conhecido como o “Método do prato”. Assim que conseguir ajustar o tamanho das porções, comece a pensar em escolher alimentos saudáveis dentro de cada grupo de alimentos.

Comece já!

1. Usando um prato raso, imagine uma linha que o divida pela metade.

2. Divida uma das metades em duas, de modo que haja três espaços no prato.

Supere problemas no planejamento de refeições

• Problema: Leva muito tempo para se preparar refeições saudáveis.

Solução: Use vegetais pré-picados ou outros alimentos semiprontos que sejam saudáveis. Para reduzir o tempo de preparação, prefira cebola, salsão, cenouras, pimentões, brócolis, couve-flor, alface e cogumelos pré-picados, vendidos já embalados na seção de produtos frescos. Ou escolha-os nas bancas de verduras e legumes.
Você pode usar também carnes magras pré-marinadas, peitos de frango, alcachofras cortadas marinadas, alho e gengibre já amassados, massas refrigeradas com baixo teor de gordura, além de feijões e peixe enlatados e queijo com baixo teor de gordura já cortado.

• Problema: Fazemos comida em separado para as crianças.

Solução: Prepare uma refeição, mas tempere-a de duas maneiras diferentes. Por exemplo, na noite em que o prato principal foi macarronada, faça um molho mais elaborado para os adultos e aqueça molho de tomate pronto para as crianças. Divida o macarrão entre os dois molhos.
Quando fizer cozidos, divida a mistura em duas, tempere cada metade diferentemente, depois coloque cada porção em um lado da travessa, sinalizando com palitos de madeira. Um lado pode ser condimentado e o outro mais suave. Ou coloque um tempero mais forte em duas costeletas de porco e um mais suave nas outras. Essa é a ideia.

• Problema: Gosto de comer fora, em restaurantes, e pedir comida para viagem.

Solução: Limite comer fora e pedir comida para viagem a uma ou duas vezes por semana, fazendo escolhas inteligentes. Em geral, como entrada, escolha sopas de legumes, saladas ou peixes. Fique longe de qualquer coisa frita. Procure pratos que sejam assados, grelhados ou cozidos no vapor. Peça que os molhos e temperos sejam servidos em separado, preferindo mergulhar o alimento neles, em vez de acrescentá-los sobre o alimento no próprio prato. Escolha molhos à base de vegetais e não de cremes ou manteiga. Se o seu prato não tiver carboidratos suficientes, peça uma porção extra de arroz, pão ou batatas. Se quiser uma sobremesa, prefira frutas. As porções em restaurantes tendem a ser grandes, por isso, ou você deixa a metade de alguns alimentos em seu prato ou pede para embalá-los para viagem. Ou então compartilha a refeição com outra pessoa.
Se for comer na casa de um amigo, procure saber a hora em que a refeição será servida. Você poderá precisar comer um lanche antes de sair de casa.

• Problema: Muitas das refeições saudáveis não são saborosas.

Solução: Use mais ervas e especiarias. Tomilho seco ou fresco melhora o sabor do frango e de cogumelos. Açafrão faz maravilhas com o arroz. Alecrim aprofunda o gosto da carne magra. Mantenha na cozinha uma tabela contendo as melhores combinações entre ervas/especiarias e as diversas preparações.
Além disso, tenha em casa ingredientes saborosos e de baixa caloria como tomates secos, molho de pimenta picante e vinagre balsâmico para um toque final. Não se esqueça dos limões frescos. Suco de limão ou casca de limão ralada transformam vegetais, arroz, frango e peixe insossos.

• Problema: Comemos muitas comidas prontas ou congeladas.

Solução: As refeições congeladas podem ser úteis quando não há tempo para cozinhar. Assegure-se de ler os rótulos dos produtos com muita atenção: as versões “saudáveis” podem diferir das outras versões apenas no tamanho da porção. Você pode torná-las mais saudáveis acrescentando mais vegetais e amidos. Se usar vegetais enlatados despreze o líquido, lave-os bem e cozinhe novamente em água para reduzir o conteúdo de sódio.

• Problema: Alimentos saudáveis são mais caros.

Solução: A alimentação saudável pode ser saudável também para a sua carteira! Uma dieta saudável, que inclua muitos grãos integrais, frutas, verduras e legumes frescos, pode ser economicamente atrativa quando esses produtos substituem itens mais caros, como carnes, comidas preparadas ou processadas e lanches doces ou salgados.

• Problema: Eu não quero renunciar aos meus alimentos favoritos e aqueles com os quais cresci.

Solução: Você não precisa excluir nenhum alimento do seu plano alimentar, mas pode precisar ajustar a quantidade e o momento em que o consome, com base em seu efeito sobre a glicemia. Assim, se você gosta de biscoitos feitos em casa, por exemplo, converse com o especialista em diabetes ou nutricionista, que poderá lhe dar ideias sobre como incorporá-los no seu plano alimentar.

• Problema: Planejamento alimentar parece muito difícil para mim e minha família.

Solução: A alimentação pode ser um ponto central na vida familiar. E as pessoas que você ama nem sempre querem mudar suas escolhas alimentares e hábitos de preparo para atender suas necessidades. Converse com sua família sobre as mudanças que você está tentando fazer nos seus hábitos alimentares e como essas mudanças o ajudarão a controlar o diabetes. Peça apoio e paciência enquanto você passa por esse processo.

• Problema: Mudar meus hábitos alimentares vai me tirar o prazer de comer.

Solução: A maioria das pessoas passa a gostar de alimentos saudáveis à medida que passa a consumi-los. De tempos em tempos, você pode desejar algumas guloseimas. Mas ao longo do tempo, você começará a escolher primeiro os alimentos saudáveis, porque você os prefere de fato, especialmente por perceber como se sente melhor quando os come.

• Problema: Seguir um plano alimentar dá muito trabalho.

Solução: Preste atenção em como você se sente todos os dias. Quando você deixa de seguir seu esquema alimentar, pode se sentir cansado ou com falta de energia. Ao pular refeições, os níveis de glicose no sangue podem cair e você terá os sintomas de hipoglicemia (condição que ocorre quando a glicose no sangue está abaixo do normal). Assim, dedicar um tempo para seguir o plano alimentar o ajudará a controlar a glicemia, que, no final das contas, o ajudará a se sentir melhor.

• Problema: Tive uma péssima experiência na última vez que tentei fazer dieta.

Solução: Fazer dieta e planejamento alimentar são coisas muito diferentes. Fazer dieta é uma prática de curto prazo com meta de curto prazo – perda rápida de peso. O “sucesso” da dieta é medido em quilos perdidos. O planejamento alimentar é uma forma de vida com meta de longo prazo – equilíbrio do diabetes. Concentre-se em comer de forma saudável e realista em vez de evitar alimentos e contar todas as calorias.

Embora as reuniões familiares sejam formas ótimas de promover a união, elas podem ser difíceis quando se trata de manter o controle da glicemia. A boa notícia é: com um pouco de planejamento, você pode se divertir da mesma forma – e pode até estimular hábitos saudáveis em todos.

• Vá preparado

Leve seu kit de exames e seus medicamentos. Converse com o seu médico antes para saber se será necessário algum ajuste dos medicamentos para o evento.

• Tome um lanche antes de ir

Antes de sair de casa, faça um lanche com alimentos ricos em fibras, como vegetais crus ou nozes, ou itens ricos em proteínas, como queijo cottage com baixo teor de gordura. Esses alimentos podem ajudar a reduzir o seu apetite sem afetar muito a glicemia. Se o jantar for servido tarde, coma um lanche saudável na hora normal de sua refeição.

• Compartilhe um prato

Na maioria das reuniões, pode-se encontrar uma variedade de pratos e sobremesas que frequentemente não são saudáveis. Ofereça-se para trazer um acompanhamento ou uma sobremesa mais saudável, como um prato de frutas. Preparações que são boas para diabéticos são boas para todos.

• Escolha um prato pequeno

Isso pode ajudá-lo a reduzir as porções sem que você se sinta restrito. Ou divida o prato que receber em partes e preencha metade dele com vegetais. Outras sugestões: tome bastante água antes da refeição, o que vai ajudá-lo a sentir-se satisfeito, e não fique perto da mesa de comida enquanto estiver conversando, para evitar os beliscos.

• Tome cuidado com álcool

Uma taça para as mulheres e duas para os homens. Álcool em demasia pode baixar drasticamente a glicemia de pessoas que tomam insulina ou determinados medicamentos. E lembre-se de comer alguma coisa antes de beber, para ajudar a prevenir quedas nos níveis da glicemia.

• Preste atenção no horário

Se a festa for próxima ao horário em que você come normalmente, você estará com sorte. Caso contrário, procure tomar um lanche antes da festa, o mais próximo do horário normal da sua refeição. Durante a festa, tente comer a mesma quantidade de carboidratos que ingere diariamente. Se estiver planejando comer a sobremesa, tenha cuidado na escolha de alimentos ricos em açúcares e sirva-se de um pedaço pequeno do seu doce favorito.

• Retorne à rotina

Se você abusou na comemoração, retorne à sua rotina no dia seguinte. Acrescente mais atividade durante o dia, monitore sua glicemia e retome seu plano alimentar saudável.

Como o diabetes, a incidência de obesidade vem crescendo rapidamente ao longo dos últimos anos. O excesso de peso atrapalha a ação da insulina (hormônio produzido pelo pâncreas que ajuda o corpo a usar glicose para obter energia) e aumenta as chances de doença cardíaca e pressão alta – duas condições que afetam muitas pessoas com diabetes.

De acordo com a Federação Internacional do Diabetes, mais de 80% das pessoas com diabetes tipo 2 estão com sobrepeso. Se você tem diabetes e sobrepeso, perder peso pode ajudá-lo a controlar melhor o seu diabetes. De fato, reduzir o peso do corpo em apenas 5% e ser fisicamente ativo por, pelo menos, 30 minutos por dia podem trazer benefícios significativos para a saúde.

Além disso, perder peso pode contribuir de outras formas para a sua saúde, como:

  • Reduzir a glicemia e a pressão arterial
  • Melhorar o nível das gorduras que circulam no sangue
  • Diminuir a tensão sobre o quadril, os joelhos, tornozelos e pés
  • Permitir que você se movimente e respire melhor
  • Permitir que você obtenha mais energia

1. Defina metas realistas com o seu médico
Se estiver com sobrepeso, defina uma meta de 5% de perda de peso. Mesmo essa pequena redução pode ajudar a reduzir os riscos à saúde. Determine os valores de referência para o seu peso usando a Calculadora de peso adequado.

2. Mude seus hábitos alimentares
Talvez você precise modificar alguns hábitos e opções alimentares. Procure abastecer sua casa com alimentos saudáveis, como frutas, verduras e legumes frescos. Prepare-se para mudar!

3. Comece a se movimentar
A atividade física não contribui apenas para a perda de peso, mas também para manter sob controle os níveis de glicose no sangue. Pratique atividades como caminhar, dançar ou acrescente esses movimentos às atividades cotidianas, como passar aspirador ou cuidar do jardim. Comece com essas ideias!

1. Tome um copo de água antes das refeições para reduzir o apetite e a ingestão de alimentos
Tomar um copo de água antes das refeições pode ajudá-lo a se satisfazer com menos calorias.
Você pode também ficar satisfeito com menos calorias comendo alimentos com mais água, como caldos, verduras, legumes e frutas. Esses alimentos têm baixas calorias e volume grande – assim, você se sente satisfeito mais rápido.

2. Adote um plano alimentar com baixo teor de carboidratos que seja saudável e realista para você
Os carboidratos aumentam os níveis de glicose no sangue, mas excluí-los da alimentação não é o melhor caminho. As pessoas com diabetes podem controlar a glicose e perder peso mesmo consumindo uma quantidade razoável de carboidratos. Retirar os carboidratos pode até ser prejudicial à saúde. Isto ocorre porque muitos dos planos alimentares excluem também os carboidratos que ajudam a saúde do coração, como os grãos integrais, que são boas fontes de fibras solúveis. As fibras solúveis ajudam a controlar a glicose no sangue no período pós-prandial, retardando a absorção do açúcar. Para elaborar um plano alimentar com baixo teor de carboidratos, consulte um nutricionista ou especialista em diabetes.

3. Coma com moderação fora de casa
Embora seja mais difícil perder peso comendo fora com frequência, você pode continuar a desfrutar de restaurantes e, ao mesmo tempo, perder peso. Qualquer porção de alimento que seja maior do que a palma da sua mão é grande demais. Avalie o seu prato assim que você for servido. Separe qualquer porção maior do que sua palma e deixe-a de lado, se possível em uma embalagem para viagem, de modo a não ficar tentado a comê-la. Você pode até comer fast food, desde que escolha os alimentos corretos. Se possível, consulte as informações nutricionais antes de fazer o pedido.

4. Não foque no exercício, concentre-se no movimento
Você não precisa entrar em uma academia ou comprar equipamentos especiais. Mas pode conquistar os benefícios da atividade física de formas variadas – desde passear com o cachorro até fazer a limpeza da casa. É melhor ter por objetivo cerca de 30 minutos de atividade todos os dias. Se não vem se exercitando muito ultimamente, comece com 5 a 10 minutos por dia e aumente o tempo a cada semana.

É importante conversar com o seu médico antes de iniciar qualquer atividade física, especialmente se tiver problemas cardíacos ou for sedentário.

5. Lute contra o ganho de peso
Lembre-se que você não precisa ganhar peso (efeito colateral de alguns medicamentos para diabetes) para controlar o diabetes. Discuta com a equipe de saúde todos os aspectos que possam afetar o seu peso, inclusive medicamentos, alimentos e nível de atividade.

Alimentação saudável e vida ativa são fatores fundamentais no equilíbrio do diabetes. Use as calculadoras para determinar sua faixa adequada de peso, seu índice de massa corporal, sua frequência cardíaca ideal e o número de calorias que podem ser consumidas praticando atividades cotidianas.

TRATAMENTO DO DIABETES COM MEDICAMENTOS

Algumas pessoas podem controlar a glicemia (açúcar) comendo de modo mais saudável e praticando exercícios. Entretanto, muitas pessoas com diabetes tipo 2 também precisam tomar remédios.

OPÇÕES DE TRATAMENTO DO DIABETES

Em geral, a primeira etapa do tratamento do diabetes tipo 2 inclui restrição de calorias na dieta, restrição de açúcares e aumento da atividade física. Entretanto, essas medidas nem sempre são suficientes para levar os níveis de glicose no sangue a valores próximos aos de referência. O seu médico poderá prescrever um ou mais medicamentos para ajudar a reduzir os níveis da glicemia.

Tome seus medicamentos regularmente de acordo com a prescrição. Só suspenda o seu tratamento se orientado pelo seu médico.

Praticar atividades é importante para todos, mas especialmente para manter o diabetes sob controle e reduzir o risco de complicações. Descubra o que você pode fazer para se tornar mais saudável!

De acordo com a Federação Internacional de Diabetes, ser fisicamente ativo é parte importante de um estilo de vida saudável para as pessoas com diabetes tipo 2. E se tornar mais ativo fisicamente não significa fazer exercícios difíceis ou sofrer em treinamentos entediantes. Pessoas de todas as idades – com ou sem diabetes tipo 2 – podem se beneficiar de atividades como caminhar vigorosamente por 30 a 45 minutos, 3 ou mais vezes por semana.

Aumentar a sua atividade para um nível de intensidade moderado e com certa regularidade pode:

  • Reduzir a glicemia (açúcar no sangue), a pressão arterial e o colesterol
  • Reduzir o risco de doença cardíaca e derrame
  • Aliviar o estresse
  • Fortalecer o coração, os músculos e os ossos
  • Ajudar a insulina a desempenhar melhor o seu papel
  • Melhorar a circulação sanguínea
  • Manter as articulações flexíveis
  • Ajudá-lo a perder peso (quando combinada com uma alimentação saudável)

Você pode obter todos esses benefícios – mesmo que não tenha sido muito ativo antes. Consulte seu médico antes de iniciar um programa de exercícios ou de fazer mudanças importantes.

Um programa de atividade física começa com o desejo de ser mais ativo. Mas muitas barreiras – reais ou imaginárias – podem desestimular as pessoas, mesmo quando elas conhecem os benefícios de uma rotina de exercícios.

Se estiver desestimulado, pare e pense naquilo que o impede de ser tão ativo quanto você deseja. Converse com os membros da equipe de profissionais de saúde, amigos e familiares, e peça sugestões sobre como superar os obstáculos para aumentar a sua atividade física. Assim como outras pessoas com diabetes tipo 2, o poder para se tornar mais ativo está em um único indivíduo – você. Só você pode fazer o que for preciso para colher os benefícios da atividade física.

Praticar atividades traz alguns benefícios surpreendentes à saúde. Mas o que é mais surpreendente é que não é preciso ser um atleta para desfrutar desses benefícios. Embora os especialistas recomendem pelo menos 30 minutos de atividade física por dia, três sessões de 10 minutos funcionam tão bem quanto um período de 30 minutos. E esqueça os “exercícios” – concentre-se apenas em 30 minutos de movimentos por dia. Tudo se soma!

Aqui estão algumas ideias bem simples para a prática de atividades. Antes de iniciar seu plano de atividades, converse com o seu médico.

Passeie com um amigo

Os minutos passarão rapidamente enquanto vocês conversam. Além disso, será menos provável que você não realize o exercício sabendo que alguém está acompanhando você.

Vá de bicicleta

Experimente usar sua bicicleta para ir ao trabalho ou a qualquer outro lugar.

Mude a disposição dos seus cômodos

Mudar a disposição dos móveis pode dar ao ambiente uma nova aparência, enquanto lhe oferece mais minutos de movimento.

Limpe a casa

Tirar o pó, passar aspirador, esfregar o chão e lavar janelas estimularão o gasto calórico.

Passeie com o cachorro

Ele vai estimulá-lo para um passeio, mesmo nos dias mais nublados.

Abastecendo a casa

Aumente a atividade carregando as compras de supermercado para dentro da casa uma de cada vez.

Dance em casa

Coloque uma música e dance – mesmo enquanto estiver fazendo outras atividades.

Caminhe no shopping

A segurança e o ambiente agradável podem tornar o shopping um ótimo local para caminhadas.

Fique em forma cuidando das plantas

Enquanto cava, molha e arranca ervas daninhas, você usa músculos de todo o corpo.

Corte a grama

Usar o cortador de grama permitirá que você queime calorias quando for limpar o quintal.

Pratique boliche

Jogar boliche pode queimar até 225 calorias por hora.

Estacione

Tente estacionar o carro distante do seu destino e ir caminhando.

Controle suas passadas

Os pedômetros podem servir como motivadores. Use um para registrar o número médio de passadas diárias. Depois, estabeleça um objetivo e aumente os passos a cada dia.

Use as escadas

Troque o elevador e a escada rolante pelas escadas fixas.

Esteja pronto para se exercitar

Mantenha um par de tênis, raquetes ou outro material de exercícios no porta-malas. Então, tendo um tempo livre e estando próximo a um parque, pratique atividades físicas.

Fique atento

Coloque um alarme para despertar de vez em quando, para lembrá-lo de ficar em pé, alongar e caminhar por cerca de 10 minutos.

Evite o carrinho de compras

No supermercado, carregue uma cesta em cada mão. Se usar um carrinho, apresse o passo quando estiver próximo de tentações.

Ande enquanto fala

Caminhe, dentro e fora de casa, enquanto falar ao celular ou pelo telefone sem fio.

Faça pequenas marchas

Para queimar algumas calorias extras, ande sem sair do lugar enquanto assiste à TV ou dobra roupas.

Desfrute dos passeios

Leve os seus filhos ou netos para o parque de diversões e brinque com eles.

Use a Calculadora de gasto calórico para saber quantas calorias as atividades do dia a dia podem queimar. Você pode se surpreender!

A sensação de felicidade está mais presente quando se é mais ativo. Mas os benefícios não se resumem a um sorriso no rosto. Trinta minutos de caminhada, por exemplo, podem reduzir a glicemia. Algumas atividades podem ajudá-lo a reduzir a cintura, melhorar a energia, estar mais próximo de familiares e amigos, além de conhecer pessoas novas.

O segredo é encontrar a atividade certa para mantê-lo motivado. A seguir, estão relacionadas algumas atividades, seus benefícios e sugestões de como começar. Consulte o seu médico antes de mudar o tipo de atividade.

Caminhadas

Porque você pode gostar: você ficará surpreso ao saber como caminhar pode ser uma atividade social. Você entrará em contato com vizinhos e poderá descobrir novas coisas sobre o bairro, por exemplo. Além disso, é grátis e fácil, podendo ser feito no seu próprio ritmo.

Porque você pode não gostar: se tiver dores nos joelhos e no quadril, pode preferir tentar algo como bicicleta ergométrica ou natação, que não colocará tanta tensão nas articulações.

Benefícios: mesmo depois de algumas poucas saídas, você sentirá pequenas mudanças, como o fortalecimento das pernas. Depois de um tempo, as pernas estarão mais firmes e as roupas, mais soltas. Caminhar também ajuda a construir ossos fortes. Além disso, você poderá dormir melhor e ter mais energia.

Como começar: comece com 5 minutos por dia, devagar, mas com consistência. Tente ir até o fim do quarteirão e voltar. Se não estiver acostumado a caminhar, poderá sentir o corpo um pouco dolorido. Banhos quentes ajudam a diminuir o desconforto. Carregue uma garrafa de água para se manter hidratado.

Ioga

Porque você pode gostar: a ioga é de fácil adaptação aos iniciantes porque os movimentos podem ser ajustados ao nível de conforto de cada um. A ioga é também adequada se você preferir atividades de baixo impacto em ambiente fechado. É suave e aumenta a flexibilidade. A ioga também é boa para relaxamento.

Benefícios: depois de algumas aulas, você se movimentará melhor e se sentirá mais flexível. Além disso, já foi comprovado que a ioga ajuda a controlar os níveis de glicose no sangue, ao mesmo tempo em que ajuda na respiração e no sistema circulatório.

Como começar: além das academias, alguns centros comunitários oferecem aulas a baixo ou nenhum custo. Pergunte ao instrutor se você pode fazer uma aula gratuitamente para ver se gosta. Ou procure vídeos na internet de ioga para experimentar em casa.

Dança

Porque você pode gostar: como existem muitos tipos de danças, você deve buscar uma que esteja de acordo com o seu nível de atividade – e que combine com o seu ritmo favorito. Você pode dançar em sua casa ou em um clube. Sempre haverá alguma coisa nova para ser aprendida.

Porque você pode não gostar: se você fica constrangido com facilidade ou se tem problemas com ritmo, dançar pode não ser para você.

Benefícios: você aprenderá mais sobre o seu corpo e como usá-lo. É também uma forma de socializar. Sua constituição física não terá importância enquanto estiver praticando a dança.

Como começar: mesmo que não tenha o hábito de dançar, você pode colocar uma música e acompanhar o ritmo com as mãos e com os pés. Mesmo essa pequena atividade ajudará a queimar calorias.

Academia em casa

Porque você pode gostar: você pode criar a sua própria rotina de exercícios em vez de ficar preso a uma aula particular ou aos horários da academia. Ao se exercitar em casa, você evita os tumultos das academias e a inibição. Além disso, é barato.

Porque você pode não gostar: se precisar do incentivo de um instrutor ou de amigos, será mais difícil fazer a quantidade de atividade necessária para obter os possíveis benefícios. Precisará encontrar um ponto de apoio, como um livro ou um vídeo, para garantir os movimentos corretos. Caso contrário, você não vai obter todos os benefícios e ainda correrá o risco de se machucar.

Benefícios: como não precisará sair de casa, essa é uma ótima escolha se você tem uma vida muito agitada. Os benefícios obtidos dependerão da quantidade de tempo dedicado. Mas, se você se exercitar 30 minutos por dia, provavelmente perderá peso e se sentirá mais energizado.

Como começar: escolha 3 ou 4 atividades que goste para fazer em casa e converse com um profissional para desenhar seu próprio programa de exercícios. Exemplos: flexão do bíceps com pesinhos (ou latas de alimentos se não tiver pesinhos), subir e descer escadas, e pedalar enquanto permanece deitado. Você pode dividir os exercícios em 10 a 15 minutos pela manhã e 15 minutos à noite. Para execução adequada, consulte um livro. Alguns programas de TV podem ajudar, pois mostram como fazer essas atividades.

Natação e atividades aquáticas

Porque você pode gostar: a natação é uma atividade que você poderá desfrutar pelo resto de sua vida. Além disso, excesso de peso, problemas nas articulações e transpiração indesejada não vão impedi-lo de realizar a atividade regularmente!

Porque você pode não gostar: se você tem vergonha de usar trajes de banho na frente de outras pessoas, a natação pode não ser para você.

Benefícios: natação e atividades aquáticas podem queimar tantas calorias quanto correr, além de não ter impacto sobre os ossos. Além disso, é fácil variar a intensidade e a duração da sessão.

Como começar: comece nadando cerca de 3 vezes por semana e gradualmente aumente a intensidade ou o tempo na piscina. Faça aumentos gradativos de 10% a 15% a cada semana. Por exemplo, se consegue nadar por 10 minutos, aumente para 11 ou 12 minutos na semana seguinte.

Perguntas sobre diabetes

Melhore o seu conhecimento sobre o diabetes com estas perguntas frequentes.

Não necessariamente. Além do açúcar, é importante avaliar a quantidade de gordura e também o teor de carboidratos. Os alimentos com alto teor de carboidratos também podem alterar a glicemia.

A contagem de carboidratos pode cair drasticamente numa versão sem açúcar de uma bebida ou picolé, por exemplo, porque o açúcar é, antes de mais nada, a principal fonte de carboidratos. Mas a contagem de carboidratos ainda pode ser alta em biscoitos sem açúcar, porque eles contêm carboidratos na forma de farinha. Todos os carboidratos são convertidos no corpo em açúcar. Além disso, deve-se ter em mente que a retirada do açúcar de um produto nem sempre o transforma em um alimento de baixa caloria.

Além disso, os produtos sem açúcar frequentemente têm a mesma quantidade de gordura que a versão original. Para fazer opções inteligentes, considere todas as informações da tabela nutricional.

Anti-histamínicos e descongestionantes líquidos, comprados sem prescrição médica, podem afetar os níveis de glicose no sangue devido a um ingrediente chave: açúcar. Consulte a bula dos medicamentos líquidos para garantir que o açúcar não é um dos 3 ingredientes principais. Fórmulas sólidas – comprimidos e cápsulas – em geral não contêm açúcar suficiente para ter algum efeito. Você também pode pedir ao farmacêutico para recomendar um produto sem açúcar. Certifique-se de monitorar sua glicemia e consulte seu médico se observar variações.

O tabagismo é um dos fatores de risco mais importantes para doença cardíaca passível de ser modificado. Para pessoas que já estão em risco para doença cardíaca – como aquelas com diabetes tipo 2 – fumar é especialmente perigoso. A boa notícia é: pessoas que param de fumar correm apenas metade do risco daquelas que continuam fumando, independentemente de quanto tempo foram fumantes antes de parar. Os benefícios de parar de fumar começam imediatamente e aumentam com o passar do tempo.

Mesmo que você não fume, ser fumante passivo ainda pode aumentar o risco de doença cardíaca. Como você tem diabetes, já apresenta risco maior de um ataque do coração e, portanto, é sensato tomar todas as precauções para reduzir esse risco. Se puder convencer seu cônjuge a parar, provavelmente a saúde de ambos irá melhorar. Um bom acordo seria convencer seu cônjuge a fumar fora da casa.

Desidratação é uma grande preocupação, por isso, lembre-se de tomar bastante água. Evite também atividades extenuantes ao ar livre em dias muito quentes. Se precisar ficar ao ar livre, fique na sombra o máximo que puder. Não se esqueça de levar alguma identificação consigo, em caso de emergência. Se precisar levar insulina, use embalagem refrigerada para mantê-la na temperatura ideal de 15°C a 32°C. Peça ao especialista em diabetes alternativas para dias assim.

Desde que esteja se sentindo saudável, você pode doar sangue. Saudável significa que está se sentindo bem e pode realizar suas atividades normalmente. Significa também que está sendo tratado e que o diabetes está sob controle – através de modificações no estilo de vida, medicamentos orais ou insulina.

Como cada organismo é diferente, a menstruação pode afetar ou não a glicemia. Mas, para muitas mulheres, os níveis aumentam em torno da terceira semana do ciclo e podem permanecer elevados por até 5 dias. A liberação natural de hormônios, que ocorre por volta do período menstrual, pode tornar o organismo da mulher resistente à insulina, resultando em níveis de glicose no sangue mais elevados. Algumas mulheres podem observar níveis menores nos primeiros dias depois da menstruação. Se você suspeitar que as mudanças nos níveis possam estar relacionadas com o ciclo menstrual, compartilhe os resultados da glicemia e as datas de sua menstruação com o seu médico. Apenas o médico pode determinar se há necessidade de ajustes no tratamento.

Por volta dos 50 anos, homens e mulheres com risco médio devem ser examinados para câncer de cólon. De fato, depois de considerar fatores de risco pessoais, alguns profissionais de saúde podem recomendar o exame até com menos idade. Por exemplo, pesquisas mostram que ter diabetes pode aumentar o risco de câncer de cólon. Você pode ajudar a reduzir esse risco alimentando-se de forma saudável, sendo fisicamente ativo e tomando os medicamentos prescritos para controlar a glicemia. Além disso, evite fumar e consumir álcool em excesso. Graças aos exames preventivos para câncer de cólon, pólipos podem ser encontrados e removidos antes que se transformem em câncer.

Muitos estudos mostram que as pessoas com diabetes têm maior probabilidade de doença gengival (periodontal), talvez como resultado de níveis de glicemia mal controlados. Algumas pesquisas indicam que o inverso é verdadeiro: a doença gengival eleva os níveis de glicose no sangue. Não se sabe o porquê, mas há suspeitas de que a periodontite desencadeie um processo inflamatório que eleva os níveis de glicose no sangue. Por esses motivos, você deve consultar seu dentista regularmente, usar fio dental diariamente e escovar os dentes após as refeições.

Embora um exame dos olhos não seja um teste conclusivo para doenças cardíacas ou renais, danos aos pequenos vasos sanguíneos dos olhos indicam que o mesmo problema pode estar acontecendo em outras partes do corpo. Esse é o motivo pelo qual é importante consultar um oftalmologista pelo menos uma vez por ano. Se você for diagnosticado com retinopatia (danos nos vasos sanguíneos da retina), é muito importante consultar seu médico para assegurar que sua glicemia, pressão arterial e seu colesterol estejam sob controle.

Mesmo com níveis normais de colesterol, uma pessoa com diabetes apresenta o mesmo risco de um ataque cardíaco que alguém sem diabetes que já passou por isso. Ao longo do tempo, níveis elevados de glicemia podem aumentar os depósitos de gordura nas paredes das artérias. Esses depósitos podem afetar o fluxo sanguíneo, aumentando o risco de ocorrer uma obstrução. Por esses motivos, os médicos frequentemente prescrevem medicamentos para reduzir os níveis do colesterol LDL (ruim) que, em excesso, forma depósitos no interior das paredes das artérias. Alguns fármacos reduzem também os níveis de inflamação, protegendo-o de ataques cardíacos, mesmo se o colesterol LDL estiver normal.

As pontinhas dos dedos apresentam uma concentração mais alta de terminações nervosas. Portanto, procure colher amostras de sangue das laterais usando uma lanceta bem fina. Antes de picar o dedo, agite um pouco as mãos ao lado do corpo e empurre o sangue em direção às pontas dos dedos. Desta forma, provavelmente você conseguirá uma boa gota e não precisará se picar várias vezes. Faça rodízio nos dedos para evitar que apenas um deles seja picado com muita frequência. Se ainda tiver problemas, procure um medidor que permita tirar amostras do antebraço, da coxa, da base do polegar e do braço.

Primeiro, lembre-se de usar uma lanceta nova a cada vez. Pode ser preciso também usar um dispositivo maior do que aquele que vem no medidor. Leia as instruções para saber como usar o dispositivo e colocá-lo na tensão adequada. Pode ser preciso acertar a calibragem de modo que a lanceta entre mais profundamente na pele, caso a calibragem atual não esteja sendo suficiente. Os livros e folhetos que acompanham o medidor são muito detalhados, mas nada substitui uma explicação pessoal sobre o processo. Agende um horário com seu médico, farmacêutico ou educador em diabetes. Acompanhando o seu autoexame, o profissional de saúde poderá ajudá-lo a identificar suas dificuldades e a encontrar soluções.

Antes de espetar o dedo, coloque-o na água quente por uns 15 a 30 segundos. Isso ajudará a trazer o sangue para a superfície (apenas assegure-se de secar bem o dedo). Você também pode agitar as mãos ao lado do corpo. Como o acionamento do glicosímetro é muito rápido, note que, ao sentir a picada, o sangue não sai imediatamente. Espere 5 a 10 segundos e empurre o sangue para frente, em direção à área picada.

DIA MUNDIAL DO DIABETES

O Dia Mundial do Diabetes é promovido pela Federação Internacional do Diabetes.

O Dia Mundial do Diabetes é promovido pela Federação Internacional do Diabetes (IDF –International Diabetes Federation) com o objetivo de promover mais informação e conscientização sobre a doença. O evento envolve mais de 200 associações em cerca de 160 países e territórios participantes das Nações Unidas.

A IDF estima que cerca de 382 milhões de pessoas no mundo vivam com diabetes e que, em 2035, esse número possa chegar a 592 milhões – ou seja, 1 em cada 10 pessoas. No Brasil, já são mais de 11,9 milhões de pessoas com diabetes e estima-se que quase 3 milhões não saibam que têm a doença (ainda não foram diagnosticadas).1

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A conscientização é muito importante para assegurar a qualidade de vida e a saúde das pessoas com diabetes, já que alguns cuidados são constantes e terão que ser tomados pelo resto da vida. Tanto os pacientes como a família precisam ter um papel ativo no tratamento da doença. Cuidados como medir a glicemia, tomar corretamente os medicamentos, exercitar-se regularmente e ajustar os hábitos alimentares são fundamentais para um bom controle do diabetes.

A MSD está empenhada na promoção dos cuidados com a doença, e tem um compromisso contínuo para melhor entender os pacientes com diabetes tipo 2 e oferecer-lhes soluções por meio do Programa Receita de Vida. Se você quiser saber mais sobre a doença e o seu tratamento ou sobre o programa da MSD para pacientes, clique aqui.

Para saber mais sobre o Dia Mundial do Diabetes no Brasil, acesse:

http://www.diamundialdodiabetes.org.br

Para conhecer o site da campanha global, acesse:

http://www.idf.org/worlddiabetesday